5/9/10
@RobertoLJustusboa!
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Londres acaba de dar mais um passo para se tornar a cidade mais verde do mundo até 2012. O prefeito da capital britânica, Boris Johnson, inaugurou um programa de aluguel de bicicletas públicas. Até agora, mais de 11 mil pessoas se registraram para usar as cinco mil bicicletas disponíveis para a população.
O programa é coordenado pela Transport for London (TfL) em parceria com a operadora Serco e conta com mais de 330 estações espalhadas por diversos pontos da cidade. O sistema funcionará 24 horas por dias, todos os dias do ano e tem a pretensão de chegar a seis mil bicicletas e 400 estações até o fim de 2010.
O Sistema RITI Estacionamento pretende, até o final do ano, instalar pontos de aluguel de bicicletas, próximos ao Parque do Ibirapuera e com isso incentivar o uso desse meio de transporte.
Uma tendência irreversível no segmento da construção civil é a sustentabilidade. Os estacionamentos de um shopping center merecem também atenção especial quanto a este conceito. Acompanhe a entrevista de Rafael Lazzarini, Consultor da Unidade de Sustentabilidade do CTE, concedida à revista Asbrasce, sobre esse assunto.
Quais os itens no projeto de um estacionamento de shopping center que merecem atenção especial com relação ao conceito green building?
O projeto de estacionamento de um edifício sustentável difere significativamente dos projetos de estacionamentos tradicionais. A própria concepção de um edifício sustentável deve contemplar um estacionamento que dê suporte e incentive novos meios de transporte mais limpos.
Nos estacionamentos cobertos, onde existe uma grande demanda de energia elétrica para iluminação artificial e exaustão, é importante considerar estratégias para a redução do consumo. Por exemplo, alguns empreendimentos já utilizam medidores de monóxido de carbono (CO2) nas garagens para ligar o sistema de exaustão apenas quando o ar da garagem estiver com o nível do poluente acima dos limites aceitáveis, o que economiza energia. Outro ponto a ser modificado é o projeto luminotécnico das garagens, que pode considerar uma divisão de circuitos para garantir uma iluminação permanente nas áreas de circulação e uma iluminação controlada por detectores de presença nas áreas das vagas de estacionamento.
Já nos estacionamentos abertos, é importante considerar o tipo de pavimento a ser utilizado para que a drenagem do terreno não seja reduzida. Isso pode ser resolvido com um projeto de drenagem que dimensione o volume a ser infiltrado em relação às chuvas do local e, se necessário, que utilize pavimentos drenantes. Outro fator importante nos materiais de pavimentação é o índice de refletância solar do material. O asfalto, por exemplo, tem um índice de refletância muito baixo, acaba guardando calor, contribuindo assim para aumento da formação das ilhas de calor nas cidades.
Privilegiar carros com motor flex, com vagas mais bem localizadas, é uma sugestão do CTE? Esse trabalho de conscientização sobre o que seria “ecologicamente correto” tem boa aceitação entre os arquitetos que projetam os estacionamentos?
A utilização de vagas preferenciais para veículos de baixa emissão e baixo consumo é um critério definido pelo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema de certificação ambiental de empreendimentos, desenvolvido e concedido pelo USGBC - United States Green Building Council, assim como o incentivo para programas de carona e vagas para bicicletas nos edifício. Os arquitetos já têm incorporado estas estratégias na concepção de seus projetos e até na programação visual do edifício.
Além disso, outras estratégias como o compartilhamento de estacionamentos entre edifícios de perfil de ocupação diferentes devem ser ampliadas. Isto já é realizado em alguns edifícios de escritórios e shoppings centers, que alternam o principal fluxo de veículos entre dias da semana e dias de final de semana, sendo vantajoso para ambos os lados.
Outra estratégia que está sendo adotada é a criação de um posto de entrega voluntária de resíduos reciclados para que as pessoas que não tenham coleta seletiva em casa possam trazer seus resíduos para reciclagem.
Outra questão - na área de responsabilidade social - se refere à acessibilidade. O estacionamento de um shopping considera, desde o seu projeto, as vagas para pessoas especiais ou em condições especiais, sejam idosos, deficientes físicos ou gestantes?
Sim, pois os códigos de obra de muitos municípios já contemplam requisitos mínimos de acessibilidade de cada ambiente, assim os projetos são obrigados a demarcar um número mínimo de vagas para portadores de necessidade especial.
O CTE inclui em seus trabalhos o impacto do shopping center e o respectivo fluxo de veículos na região do empreendimento? Nesse caso, o que se observa para minimizar os eventuais transtornos?
Geralmente, nos empreendimentos onde o CTE está desenvolvendo consultoria de sustentabilidade, já existem consultores de tráfego especializados no assunto. O que ocorre na maioria das vezes é que os projetos de estacionamento focam principalmente na otimização das vagas de garagem e nos fluxos dos veículos dentro do empreendimento, não levando em consideração o impacto no trânsito da região.
A questão do trânsito nas cidades deveria ser olhada como prioridade a ser resolvida pela sociedade, e o único modo conhecido de se fazer isso foi incentivando-se cada vez mais o transporte coletivo, e restringindo-se o uso de transporte individual, o que deve ser fomentado através de políticas públicas.
| *Rafael Lazzarini é Arquiteto e Urbanista pela Pontifícia Universidade Católica – Campinas. Especialista em conforto ambiental e conservação de energia pela FUPAM/USP e LEED® AP pelo USGBC. Consultor da Unidade de Sustentabilidade do CTE, responsável por análises de arquitetura com foco na sustentabilidade, eficiência energética e conforto ambiental. | ![]() |

Arquitetos londrinos da ReardonSmith Architects acabam de apresentar o projeto de um hotel cinco estrelas diferente de qualquer outro: construído debaixo do solo. O hotel subterrâneo terá uma capacidade para 200 quartos e adotará medidas sustentáveis, como cobertura verde, eficiência energética, reaproveitamento de água e recuperação da vegetação local.
O projeto, proposto pelo Hersham Golf Club, será construído onde hoje existe um campo de golfe e um estacionamento. Além de ações de sustentabilidade, o empreendimento terá todas as opções de luxo que um hotel cinco estrelas tem direito, como spa, campo de golfe, restaurantes e áreas de lazer.

“A questão principal era como criar um hotel de dimensão significativa que não perturbasse o ambiente do Cinturão Verde”, explica Patrick Reardon, presidente executivo da Reardonsmith. A solução apontada pela equipa visou não apenas preservar a área, mas também aprimorá-la ao reduz a quantidade de edifícios visíveis e as zonas de estacionamento.
Todo o prédio será integrado com a natureza através de sua cobertura verde. A proposta é criar um telhado verde vivo que imite a natureza ondulante do campo de golfe e funda-se com a paisagem ao redor.
O hotel será construído em uma área de floresta e seus arquitetos buscaram manter essas características na construção. O estacionamento, por exemplo, será transferido para o subsolo, as vias de acesso também foram pensadas de forma a minimizar seus impactos no ambiente e um reflorestamento extenso das áreas ao redor irá ajudar a mesclar construção humana com o ambiente natural.

A construção de 16.500 m2 ainda terá pátios internos e paredes de vidro que permitirão que a luz natural chegue aos hóspedes, tornando o ambienta mais agradável e reduzindo o consumo de luz.
Além disso, toda a construção terá alternativas para reduzir as emissões de carbono, como utilização combinada de calor e bombas geotérmicas. O hotel ainda adotará a reciclagem de água e o aproveitamento da água da chuva.
“O projeto atende aos requisitos de um hotel cinco estrelas, reforça o Cinturão Verde e melhorar a disposição física e a atração visual de todo o ambiente. Ele represente uma solução comercialmente viável para desenvolver o Cinturão Verde e nós acreditamos que é de primeiro mundo”, afirma Matthew Guy, um dos criadores do projeto.
Para sediar a Copa do Mundo de 2014, nós teremos que investir muito na renovação de equipamentos esportivos, além de construir outros.
As exigências da FIFA não são poucas e uma delas fala da estrutura para estacionamentos, item esse o qual ainda estamos muito longe de termos boas referências.
Um dos projetos, ainda sem aprovação, é o da remodelação do Maracanã, onde a Artetec Arquitetura e Construção e a Random Arquitetura e Urbanismo, aperfeiçoaram uma antiga proposta de um estacionamento suspenso sobre a faixa ferroviária próxima ao estádio.
entorno l imagem: revista au
Além da proposta oferecer uma estrutura de estacionamento para no mínimo cinco mil automóveis, mil bicicletas e toda integração com outros transportes públicos, o projeto tem caráter sustentável, através de detalhes que levam responsabilidade ambiental ao perímetro urbano.
Duas grandes cisternas serão implantadas, uma delas fará a captação das chuvas, que serão reaproveitadas para rega de jardins, alimentação do lago do parque e limpeza dos sanitários. A outra será abastecida com as possíveis águas transbordadas dos rios Maracanã e Joana, que serão tratadas e devolvidas ao leito dos próprios rios.
A proposta também contempla uma densa área verde com espécies da Mata Atlântica, além da instalação de placas para captação de energia solar.
cobertura l imagem: revista au
detalhe cobertura l imagem: revista au
O projeto ficou entre as seis menções honrosas do concurso regional latino-americano do Holcim Awards de 2008, destinado a projetos sustentáveis.
Fonte: Revista aU
Quem optou por utilizar a bicicleta como meio de transporte certamente viu as vantagens que a mudança de atitude pode trazer. Mas não se pode dizer que são apenas benefícios – falta de estrutura das cidades e a ausência de estacionamentos seguros para as bicicletas são um desses problemas. Foi pensando nisso que o designer Yinnon Lehrer criou um estacionamento vertical de bicicletas.
O estacionamento é na verdade uma parede capaz de suportar as bikes erguidas a uma altura seguras dos ladrões. As bicicletas são suspensas graças a um sistema de roldanas e ficam travadas por um código de segurança que só libera as dobradiças com a leitura do cartão magnético do dono. O criador garante que a coluna de estacionamento funciona de forma simples e qualquer pessoa poderá estacionar sua bicicleta de forma fácil e segura.
Espaço multiuso
Além de ser um estacionamento eco-friendly, o projeto servirá como uma divulgação espontânea dos meios de transporte alternativos, chamando a atenção de quem passa para o uso da bicicleta como modal mais eficiente e sustentável.
Além disso, os estacionamentos verticais também servirão de base para outras estruturas que poderão ser aplicadas nos locais. Quiosques, espaços de descanso e banheiros são algumas opções que tornarão o lugar multifuncional.

Em uma das opções de multifuncionalidade, o estacionamento poderia servir também como banheiro e área de descanso
Em locais muito movimentados, os estacionamentos verticais terão parede dupla, oferecendo vagas para 34 bicicletas, além de uma unidade de manutenção. Nas zonas urbanas mais densas, como em metros, as estações serão integradas com banheiros, onde os ciclistas que não tiverem local para tomar banho antes de ir ao trabalho poderão seguir para seus compromissos sem medo do suor.
Os chuveiros dos banheiros serão equipados com aquecedores solar e a parte de baixo da estrutura será utilizada como área de descanso para os ciclistas. Uma terceira alternativa possibilita que os estacionamentos funcionem também como quiosques e lounges urbanos.
A ideia ainda é apenas um projeto e o designer não informa se já tem planos de tirá-lo do papel. Enquanto isso, ele poderá servir de inspiração para outras propostas capazes de estimular e facilitar a vida de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte urbano.
Fonte: http://super.abril.com.br/
Pelo menos essa é a ideia do arquiteto e designer Neville Mars para uma cidade futurista, onde circulará, apenas, um tipo de veículo, que está ganhando cada vez mais mercado no mundo: os carros elétricos!
No projeto de Mars – chamado de “Solar Forest” –, os estacionamentos imitarão uma floresta, só que com árvores especiais. Cada uma delas, além de fornecer sombra para os automóveis, servirá como “posto de eletricidade”, gerada a partir de painéis solares.
É simples: no lugar da copa das árvores, as plantas artificiais desenhadas pelo arquiteto possuem placas que acompanham, durante todo o dia, o movimento do Sol para captar a energia e convertê-la em eletricidade. Na base de cada tronco, Mars projetou uma tomada especial que, ao ser plugada no carro, carrega a bateria dos veículos elétricos enquanto eles estiverem estacionados no local.
Que tal?
O Metrô de São Paulo espera fechar o ano de 2010 com dez estacionamentos de carros em funcionamento ao lado das estações da capital.
Pelas estimativas do órgão, se as previsões de inauguração se confirmarem, mais de 700 mil carros devem ser tirados de circulação no município em 2011.
Atualmente, são quatro endereços atendendo a população. Na estação Santos-Imigrantes, na Corinthians-Itaquera, na Bresser e na Marechal Deodoro. O usuário pode deixar o carro nos locais por 12 horas e ganha direito a duas passagens de metrô, trem ou ônibus intermunicipais. Os preços para esse período variam: R$ 8,79 no primeiro estacionamento, R$ 7,38 no segundo, R$ 11,30 no terceiro e R$ 11,40 no quarto, respectivamente. Por hora extra deve-se pagar um adicional que varia entre R$ 1 e R$ 1,40.
“É como um bilhete único. A pessoa ganha um cartão, recarrega e pode usar os créditos como quiser”, explica Cristina Bastos, chefe de departamento que é responsável pela trabalho.
Segundo ela, pesquisas já mostraram que os estacionamentos fazem com que os motoristas deixem de ir ao trabalho pelo transporte individual e prefiram o coletivo. “Na estação Santos-Imigrantes, por exemplo, muitos usuários relataram que sobem do litoral, estacionam o carro lá e seguem para o serviço na região da avenida Paulista”, diz Cristina.
Hoje, no total, são 769 vagas à disposição da população. Até o final do ano, no entanto, deverão ser abertas mais de outras mil nos futuros endereços. Pelos cronogramas oficiais, deverão ser abertas unidades nas estações Belém, Guaianazes, Tamanduateí, Brás, Santos-Imigrantes 2 e Dom Bosco.
As áreas usadas normalmente são terrenos que, após a construção das estações, ficaram sem uso e foram reaproveitadas para a nova função. “Temos uma ótima avaliação do serviço e, daqui para frente, o Metrô irá sempre pensar em alternativas para fazer os motoristas preferirem o transporte coletivo”, finaliza a chefe de departamento.
Fonte: Uol